sexta-feira, maio 29, 2009

Ditador interno - pensamento de Omraam Mikhaël Aïvanhov


"Ao longo da História, quantos monarcas, que não estavam à altura da situação, foram derrubados pelo povo! Eles julgavam que podiam cometer impunemente todas as injustiças e crueldades,mas, entretanto, outros se revoltavam e preparavam subterraneamente a sua queda.Toda a gente sabe isso, mas quantos compreenderam que essas mesmas revoltas, essas mesmas inversões de situação, também ocorrem na sua vida interior? Interiormente, o rei, isto é, o próprio homem, deixa-se ir atrás da preguiça ou da devassidão,de todos os excessos. Algum tempo mais tarde, há forças hostis que se apoderam dele, o põem num cárcere e governam em seu lugar, isto é, ele é vítima de doenças, de acidentes, deperturbações psíquicas. Até ao dia em que compreende que tem todo um trabalho a fazer para reconquistar o seu lugar à cabeçado seu reino."


Para consultar no site das Edições Prosveta o pensamento do dia paginado, assim como as outras obras de Omraam Mikhaël Aïvanhov: http://www.prosveta.com/.

quarta-feira, maio 20, 2009

Anjos nas nuvens



Olhei neste momento para o céu. Como é habitual, cada vez que me liberto do poiso laboral e intoxico o meu corpo em consciência. Olhei, senti e vi uma horda de anjos a colorir aquele azul magnífico, soltavam-se como farripas de uma grande nuvem e flutuavam. As suas asas pareciam copas de árvores que se esticavam e tocavam na minha alma, senti a missão, senti o projecto Terra. Senti a unidade na diversidade e o todo nas suas partes. Agradeço profundamente este momento de ser una com o todo, sentindo o todo a vibrar em mim!

quinta-feira, abril 30, 2009

Antes do Nascer do Sol


Já passou um mês sobre a mudança de cenário. Mantive alguns personagens ao meu redor, talvez a maioria, alterei as relações e a proximidade de convívio. Creio que todos os dados estão lançados e a dúvida irá manter-se, mesmo que para além desta experiência, será que somos nós que criamos as limitações ? ou são as condicionantes do cenário que nos limitam ? Parto na aventura, tento estar aberta ao sucesso das duas hipóteses, mas assumo que o meu pré-conceito é que as duas questões são válidas e complementares, ou seja, tanto eu faço o cenário como ele se adequa a mim… Grande epifania ou talvez não….

terça-feira, março 24, 2009

Novo Ano, Experiência adaptada

Por vezes é menos fácil estar na Terra. Quando criei este blog tinha a pretensão de relatar a experiência, talvez num tom de confessionário, talvez num tom descritivo qual cientista no terreno. O certo é que são poucas as minhas palavras e mais as colagens com as quais identifico o estado da minha alma.
Estado de alma também não era o objectivo deste diário online, era a experiência que me atraia, tal como um alien do seu ovni estaria observar a bela da crosta terrestre, os seus seres, os seus meios, os seus elementos… mas confesso que saltei a fase da carapaça de ET, e transvisto-me de humano, esqueço em consciência de observar outras espécies, outros ecossistemas e fico neste… assumo que é uma tarefa hercúlea pois este é subdivide-se em outros tantos quanto seu exponencial (espero que tinha parecido cientifico, credível e até interessante a utilização desta expressão completamente vazia).
Estar na TERRA é interessante, mas complexo de se estar. Sentir, pensar, ouvir também são momentos, etapas, componentes e compostos de definição complexa e, como na complexidade reside a simplicidade, vou-me esquecer conscientemente do método e vou observar, sentir e viver como humano. Em todo o caso esta experiência à qual me vou sujeitar por uma parcela de tempo indeterminada, conta com um desafio. Um desafio que introduz na formula substituir o porquê pela útil questão para quê, tal como olha a energia do medo de frente e desafiar-me a usar a energia criativa do amor.
Feito que está o papel humano que vou desempenhar, resta o guião e para tal conto com a realidade em que estou inserida, conto com o contexto de um planeta global visto na TV e conto com a sincronicidade do universo em permear-me com momentos de Estar na Terra.

segunda-feira, março 16, 2009

Bernardo Soares (Fernando Pessoa) - 166


166
166 L. do D.


28-9-1932



Há muito – não sei se há dias, se há meses – não registro
impressão nenhuma; não penso, portanto não existo. Estou
esquecido de quem sou; não sei escrever por que não sei ser. Por
um adormecimento oblíquo, tenho sido outro. Saber
que não lembro é despertar.

Desmaiei um bocado da minha vida. Volto a mim sem memória do
que tenho sido, e a do que fui sofre de ter sido interrompida. Há em
mim uma noção confusa de um intervalo incógnito, um esforço fútil
de parte da memória para querer encontrar a outra. Não consigo
reatar-me. Se tenho vivido, esqueci-me de o saber.

Não é que seja este primeiro dia do outono sensível – o primeiro de
frio não fresco que veste o estio morto de menos luz – que me dê,
numa transparência alheada, uma sensação de desígnio morto ou de
vontade falsa. Não é que haja, neste interlúdio de coisas perdidas,
um vestígio incerto de memória inútil. É, mais dolorosamente que
isso, um tédio de estar lembrando o que se não recorda, um
desalento do que a consciência perdeu entre algas ou juncos, à
beira não sei de quê.

Conheço que o dia, límpido e imóvel, tem um céu positivo e azul
menos claro que o azul profundo. Conheço que o sol, vagamente
menos de ouro que era, doura de reflexos húmidos os muros e as
janelas. Conheço que, não havendo vento, ou brisa que o lembre e
negue, dorme todavia uma frescura desperta pela cidade indefinida.
Conheço tudo isso, sem pensar nem querer, e não tenho sono
senão por lembrança, nem saudade senão por desassossego.

Convalesço, estéril e longínquo, da doença que não tive.
Predisponho-me, ágil de despertar, ao que não ouso. Que sono me
não deixou dormir? Que afago me não quis falar? Que bom ser
outro com este hausto frio de primavera forte! Que bom poder ao
menos pensá-lo, melhor que a vida, enquanto ao longe na imagem
relembrada, os juncos, sem vento que se sinta, se inclinam glaucos
da ribeira!

Quantas vezes, relembrando quem não fui, me medito jovem e
esqueço! E eram outras que foram as paisagens que não vi nunca;
eram novas sem terem sido as paisagens que deveras vi. Que me
importa? Findei a acasos e interstícios, e, enquanto o fresco do dia é
o do sol mesmo, dormem frios, no poente que vejo sem ter, os
juncos escuros da ribeira.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Tudo o que Faço ou Medito - Fernando Pessoa

Esta tem sido uma semana de ponderação, até mais que reflexão e aqui agradeço a este grande ser Fernando Pessoa, por expressar de uma forma tão bela uma das minhas brilhantes conclusões.

Tudo o que Faço e Medito

Tudo que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço –

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa
www.astormentas.com

Triste de Quem Vive em Casa - Fernando Pessoa

Triste de quem vive em casa



Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!


Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
...

Grécia, Roma, Cristandade,
Europa - os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?


Fernando Pessoa

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Sentada à beira da Estrada

A caminhada está iniciada, resta saber a forma como vamos percorrer o caminho. Será que o vamos sentir nos pés, será que o vamos sentir nas mãos, será que o vamos sentir como uma brisa nos cabelos? Será que o vamos deixar de sentir. E mesmo que o façamos, será o suficiente para não percorrermos o caminho. Muitos de nós estão pesados, têm malas e malas, alguns trazem baús e outros usam veículos para carregar tanta coisa que vão precisar quando chegarem ao destino. Provavelmente, alguns vão querer ficar sentados, mesmo que seja no meio do caminho, afinal até aqui tem sido uma montanha-russa de pisos, pavimentos e escolhas, e a carga é pesada, o corpo dói e o sonho foge. Outros já antevêem o destino, outros sabem que tal coisa não existe e o que conta é a viagem. Eu creio que pertenço a este último grupo, ainda tenho uma mala ou duas, mas cada vez mais olho menos para elas, ainda as arrasto mas coloquei-lhes umas rodinhas, parecem mais leves, só que ainda pesam. Caminho e o chão é sentido nos pés, não com desconforto, mas com a certeza que tenho corpo e que posso ir fazendo o caminho, sinto a brisa nos cabelos, sinto porque estou atenta, afinal é uma brisa. Faço o caminho pela viagem e aprecio cada momento, uma vez ou outra sento-me à beira da estrada principal, observo os meus companheiros, saúdo-os e desejo-lhes força e alegria, elogio a coragem dos que experimentam atalhos, azinhagas e até desbravam novos trilhos.
Neste momento, estou parada na beira da estrada, olho os meus irmãos, vejo a estrada e observo os novos trilhos, estou a decidir o que fazer, abri uma mala e olho para o conteúdo, penso se ainda tenho que transportar estas coisas, penso se o que elas significam não existe e vive em mim, será que ainda preciso destas coisas para me lembrar, para amar…olho um velho caderno de apontamentos, abro em busca de um significado, de uma resposta. O que encontro faz-me sorrir, fala de uma oposição do senhor Saturno ao arrojado Úrano e como apontamento coloquei de lado a anotação: “O que não tem consistência é abandonado”. Faz-me sorrir e começar a decidir….

sexta-feira, julho 25, 2008

Pensamento de 25/07/2008

"Quando o sol nasce, pouco a pouco todas as formas e cores começam a aparecer claramente. O que o sol assim é para a natureza e o mundo físico, a luz divina é-o para a consciência do homem. A lucidez e o pensamento justo só lhe são dados se ele fizer esforços para se aproximar dessa luz. A partir do instante em que a luz penetra na sua consciência, tudo se ilumina e ele começa a perceber a verdadeira realidade das coisas. Então, pensai na luz, rodeai-vos de luz, introduzi em vós a luz, pois a luz é também a mais poderosa das protecções. Do mesmo modo que o fogo, à noite, afasta as feras, o raio de luz que vós projectais pelo pensamento repele as presenças e as correntes obscuras que ameaçam a vossa paz interior."

As Edições Prosveta têm a alegria de lhe oferecer o pensamento
Para consultar no site das Edições Prosveta o pensamento do dia paginado, assim como as outras obras de Omraam Mikhaël Aïvanhov: www.prosveta.com.

sexta-feira, junho 27, 2008

O Infante

O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Fernando Pessoa

http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=2058&titulo=O%20Infante

terça-feira, março 04, 2008

4 de Março

Hoje o dia começou vibrante, como todos os dias começam, hoje sinto o seu pulsar e escapa-me o sentido que o planeta está a tomar, sinto tranquilidade mas em simultâneo sinto a ansiedade de quem vai ter mil e um presentes ou vai quebrar a rotina… nada se adivinha na minha agenda, mas alguma coisa se está a passar, noto nos meus ossos, nas minhas células, sinto o pulsar do planeta, sinto o pulsar do universo.
Como sempre, pensei que poderia ser um trânsito e com esta onda de energia, calculei que úrano poderia estar a espreguiçar-se no meu mapa e a fazer cócegas ao meu sol, ao meu mercúrio, à minha lua….então lembrei-me de Marte a entrar em caranguejo, claro que logo surgiu um texto que me explicou a passagem, que me explicou como o meu Marte gemeniano estaria a ficar um pouco aflito ao ficar em quadratura com Saturno em virgem… percebi que o meu Marte em Gémeos poderia ser um jogral, mais do que isso, o Joker esperto e manipulador, atrofiado e cheio de medo de umas vergonhas sociais. Mas depois pensei que realmente essa energia toma forma no meu ser, toma forma mas não o forma, afinal já tenho 32 anos… sim, soltem risadas, já passei o retorno de Saturno, dito assim quase que parece um título do Fantasporto….Então que energia é esta ?
Depois senti necessidade, senti desejo, um desejo profundo por vidas passadas, um desejo profundo pelo sol de primavera num campo, próximo de um bosque, senti o calor dos meus cabelos a voar na brisa, senti o vestido quente e pesado, senti as mãos a tocarem em plantas e ervas, senti a sabedoria da terra, a sabedoria dos elementos e senti a dor de esquecer nesta vida a matriz do universo, a dor porque essa sabedoria vibra sem forma no meu ser… talvez seja essa a resposta, talvez a ansiedade dos mil e um presentes seja a nota da sinfonia da inteligência do universo a experimentar-se em cada um de nós, por vezes em consciência isolada, mas tantas vezes num só corpo do qual aceitamos fazer parte… olá meu irmão... tu que agora lês isto sabes que partilhamos do mesmo fundo, da mesma base, que somos divinos, que somos terrenos, que somos partes, que somos o TODO.

terça-feira, novembro 13, 2007

Monte Abiegno

Na sombra do Monte Abiegno
Repousei de meditar
Vi no alto o alto Castelo
Onde sonhei de chegar,
Mas repousei de pensar
Na sombra do Monte Abiegno

Quando fora amor ou vida
Atrás de mim o deixei,
Quando fora desejá-los,
Porque esqueci não lembrei,
À sombra do Monte Abiegno
Repousei porque abdiquei.

Talvez um dia, mais forte
Da força ou da abdicação,
Tentarei o alto caminho
Por onde o Castelo vão.
Na sombra do Monte Abiegno
Por ora repouso, e não.

Quem pode sentir descanso
Com o Castelo a chamar ?
Está no alto, sem caminho
Senão o que há por achar.
Na sombra do Monte Abiegno
Meu sonho é de o encontrar.

Mas por ora estou dormindo,
Porque é sono e não saber.
Olho o Castelo de longe,
Mas não olho o meu querer
Da sombra do Monte Abiegno
Quem me virá desprender ?


Fernando Pessoa

sexta-feira, março 23, 2007

Primavera

Os ritos e os momentos que escolhemos e criamos no nosso calendário de localização física no planeta, servem também para reflectirmos e homenagearmos o local que nos abriga e oferece os adereços do momento…. Um pouco sem nexo, mas sentido, enfim… avançado… neste ponto do hemisfério norte, celebrou-se esta semana o equinócio da primavera, mais um quarto da laranja que somos está a começar o seu desenvolvimento. E tal como o sol se espreguiça no nosso olhar, também a alma ganha forças para aclamar o seu poder de cre*ação. As árvores passam a mensagem e alertam-nos para as novas folhas e flores, novas possibilidades e momentos de serenidade que num segundo alteram todas as disposições de objectos e personagens no filme que viemos representar, basta aclamarmos esse poder e ter a coragem de abandonar o limite que estabelecemos na nossa vida, afinal somos deuses na terra a brincar aos humanos, é simples tornarmo-nos ilimitados, essa consciência existe, basta deixá-la fluir até nós!!!

quarta-feira, março 07, 2007

às vezes penso....

Às vezes penso que ainda não compreendi a minha própria linguagem. Às vezes penso que ainda não compreendi a minha própria realidade. Às vezes penso que ainda não compreendi os personagens do meu mundo e o que eles representam de mim, sendo espelhos tão generosos dos meus medos, sonhos, realidades paralelas e escolhas feitas e não feitas. Às vezes penso que ainda não compreendi qual o meu propósito de vida. Às vezes penso que ainda não compreendi a dinâmica de ser luz e estar na Terra, neste projecto mirabolante de experimentar o amor em dimensões mais limitadas… realmente, às vezes penso….

Depois paro! E começo a sentir… e de que serve questionar, se a resposta esta no ser! Se questiono não sou, por isso surgem mais questões e dúvidas, a dúvida que se alimenta do viver no passado, no futuro, nos limites das fronteiras da euforia do desejo…. Evitando ser, evitando aclamar o poder de escolhermos e de sermos os construtores da nossa vida e dos pedaços que nos queremos lembrar, sim porque a vida é uma colecção de pedaços que recortamos da realidade que fazemos e colamos no álbum da vida!

Uhhh de repente a dúvida e a questão saíram do cenário, criou-se espaço e o vazio preencheu-se com tantas certezas que assustam a pequena vivência…

Obrigada Universo, obrigada a mim própria por poder alterar, escolher e preencher-me todos os dias com mais e mais novidades, com mais e mais vivências, com mais e mais luz!!!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

E se....

E se…..

E se o mundo opta-se pela matriz do amor como a energia creadora? E se ousássemos quebrar a mente dos limites e nos permitíssemos ir para além das imagens que criamos de nós próprios? Será que conseguíamos viver num mundo sem limitações, provações e medos? Como seria o planeta azul…. Com certeza que bastante diferente, ou não ?
Será que a criatividade humana optaria pelo drama novamente ou teríamos a paciência de fazermos sempre o nosso melhor, de nos concentrarmos na nossa voz interior e dedicar-nos inteiramente a qualquer acto, por mais simples que fosse? Eu sinto que seria um desafio interessante… afinal todos os dias a nossa mente nos leva a viver no futuro, no passado, no imaginário ou em realidades paralelas que desconhecemos em termos de consciência humana…Viver no Aqui e Agora seria uma experiência nova… optarmos por nos centrarmos em cada tarefa, sentimento e objectivo, centrarmo-nos apenas… sem uma meta, uma concretização, um objectivo, apenas o centrarmo-nos…num pensamento, numa acção e dedicarmos toda a nossa energia e o nosso ser, então os limites seriam ultrapassados, melhor seriam integrados como elementos da força criadora e poderíamos Ser. Nesse momento a união na diversidade deixaria de ser uma premissa e atingiria um novo estágio de amplitude e concretização, passaria a ser o reconhecimento da nossa condição natural de energia na Terra, cujas opções de acção se tornaram em opções qualitativas de uma mesma Fonte. A qualidade nesse instante seria a mesma e acredito que o fascínio da paleta de cores continuaria a ter imensas tonalidades e aí reconheceríamos o arco-íris que habita em cada um de nós.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

os ilimites do limite

Hoje o dia começou com a mutação dos elementos, fantástico quando o cenário em que escolhemos viver nos demonstra as inúmeras possibilidades de vida!
Obrigada Universo por tanta escolha e tanto exemplo de diversidade.
As limitações são condição humana, às quais impomos o nosso espírito ilimitado e multidimensional, felizmente cada dia a nossa casa mãe nos mostra como podemos mudar essa característica e sermos mais e maiores, numa palavra ilimitados....

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Fora de Actividade Laboral

Pois é!!!
Estive uns dias fora da minha actividade laboral, aquela que sustenta minimamente os desafios da vida na matéria! E o fascinante é regressar e estar tudo na mesma.

Acho fantástico os humanos falarem de realidades paralelas e de aceder a cada uma delas, como se na realidade do lado estivesse a felicidade eterna... aquela que buscamos na realidade em que vivemos a maior parte da consciência.... essas maravilhosas realidades coexistem já e são demonstráveis.....por exemplo a minha realidade laboral esteve paradinha à minha espera, não na forma do regresso de cristo redentor, mas na forma de ser a minha realidade e de eu lhe dar a vida e a forma para ela existir!!!
É mesmo tentador ser humano, é um poder fantástico criar na matéria os nossos desejos e realidades, e como os humanos fogem a essa tentação recriando mais medo que matéria...mas é menos fácil cair nessa tentação, confesso!!!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Regresso

Conversar deve ser a melhor coisa do mundo!!! Bem a melhor coisa é estar no mundo!!! Quando aceitei participar da experiência física, aceitei esquecer. E esquecer é um processo complexo, as reminiscências permanecem, sentem-se, cheiram-se e a memória insiste no retorno! Quando me lembro de algo, logo tento esquecer o contexto e assim aquela imagem, momento, permanece um mistério desconhecido que se denunciou sendo memorizado no actual como uma sincronicidade aleatória – como se isso fosse possível. O mais engraçado é que é possível, tudo é possível, basta movermos a intenção, recriar novas fronteiras e limites, jogarmos às máscaras e descobrirmos que somos camadas sobre camadas, sem fim, apenas porque o fim é sempre adiado!!!

Maravilha, sorrio ao pensar nisto, ao accionar a memória celular da diversidade na unidade, ao recordar que somos todos um, não como metáfora, mas como uma evidência do nosso sentido divino e criador!!! Realmente quando por mera operação técnica nos dividimos em personagens, actos, personalidades, papeis … enfim em tantas divisórias que nos perdemos na categorização, acabamos por nos perder de nós próprios e depois passamos encarnação atrás de encarnação a experimentar essa perda num jogo caleidoscópico de sentimentos e sonhos que nos trazem esperança no meio de tanta sombra que criamos, esquecendo que é apenas sombra, sem matéria, sem poder, sem existência – só se torna na nossa vida se lhe dermos esse poder!

quinta-feira, outubro 26, 2006

O GUARDADOR DE REBANHOS - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

O GUARDADOR DE REBANHOS

I

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr-do-sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes,
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr-do-sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural –
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

DESABAFO......

Acabei de ler um trânsito no qual Vénus faz quadratura a Saturno, sim um trânsito, como se eu já não tivesse nascido com essa energia!!!

Reavaliar relacionamentos, retirar as lupas gigantes das nuvens cor-de-rosa, e ver realmente… grande desafio e é o que tenho feito… olho em meu redor e vejo as amizades, a forma como sou sugada e me deixo ser sugada, como entro nos jogos, me deixo manipular e vibro com isso… como crio dependência dessa personagem a quem os outros sugam e da qual se alimentam!!!

Mas eu sou isso ? um alimentador de ego e emoção, um mero aparador na sala da vida de outrem ?

NÃO!!! Eu não sou isso!!! Sou um ser na terra ao serviço da humanidade, do planeta que tanto respeito e do universo…onde a união vibra e se reconhece!!!

Deus, Guias, Mestres, Eu Própria… eu sei que tudo isto espelha o que sou, o que penso, e por isso decreto que este tipo de dependências não reflectem a minha essência… sim, hoje em dia nenhuma parte de mim tem olhinhos de carneiro mal morto ou cachorrinho abandonado… o lado colorido da vida eu vivo da minha forma, não preciso de histerismos para libertar a minha alegria! Eu sou e existo numa realidade por mim escolhida e nessa, as minhas prioridades são o meu Eu, a minha missão na terra e a realização do meu propósito. Pessoas ruidosas, conflituosas a quem eu julgo neutralizar e apaziguar, não reflectem as minhas qualidades e o meu desafio na Terra! Eu não sou isso, assim esses personagens não fazem parte do meu cenário!

Eu acredito realmente no AMOR, a energia que faz girar o mundo, a mesma que cria a divisão só para percebermos que somos um! E neste momento, essas pessoas não reflectem a minha realidade! Porque se olharmos a fluidez do relacionamento, se eu for à sua génese o que vejo ? Vazio…. Apenas vazio e superficial, ilusões de entendimento que escondem personalidades muito diferentes, vidas paralelas que forçamos a estarem juntas nesta vida… mas que já nada contribuem para a realização do plano maior.

Agradeço a viagem, a ilusão para existir desilusão… acho que essa é uma das maiores capacidades humanas: a possibilidade de nos iludirmos para no momento seguinte nos desiludirmos.. e regressarmos ao momento de nascer novamente!!! Viva a renovação, nada é fixo e tudo é mutável… a cada instante escolhemos os cenários, experiências, sentimentos e companheiros de jornada!!! Claro que os últimos anos foram bons, uma grande aprendizagem e realmente agradeço o percurso e o fim do mesmo!

Sinto que cada vez é mais claro o meu caminho, eu sou luz e no meu mundo há luz com pedaços de sombra, claro… até porque se for só luz nem sabemos que brilhamos!!!

Tenho a certeza que a minha realidade se constrói cada vez mais no ser, fazer e ter e assumo DEUS que eu sou AMOR, Harmonia, serviço e como sou isso um canal ao serviço do UNIVERSO que somos todos nós, vou praticar esse ser em cada acto da minha vida!!! DECLARO ISSO E ASSUMO O MEU PAPEL NO MUNDO! Chega de covardia, mascaras e jogos de esconde-esconde!!!